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O mundo dos negócios mudou consideravelmente desde que o psicólogo Daniel Goleman lançou o best-seller “Inteligência Emocional”, em 1995. Ainda assim, seus conceitos são até hoje considerados essenciais entre profissionais que almejam cargos de gestão. Foi ao longo dessas duas últimas décadas que Goleman viu mais um desafio se somar à longa lista de competências necessárias para a formação de lideres: a capacidade de manter o foco em um mundo repleto de distrações.  “O foco é uma das habilidades mais importante para um líder atualmente” diz Goleman, que em 2013 lançou o livro “Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso”.

Em conversa por telefone com Valor, o especialista diz que seu interesse em estudar o tema veio da percepção de que manter o foco hoje é uma tarefa mais complexa do que no passado, as intrusões eletrônicas como e-mail, mensagens, mídias sociais, chegam até 24 horas por dia. Essas coisas não existiam há 10 ou 15 anos atrás.

Em sua opinião, contudo, as distrações mais severas não vêm necessariamente da facilidade de comunicação, mas das emoções negativas e perturbadoras. Períodos de crise em que os trabalhadores estão sobrecarregados e com medo de perder seus empregos, são terreno fértil para falta de foco.  “O estresse e a ansiedade estão entre os fatores que mais atrapalham nesse sentido”

A capacidade de focar as atividades diárias é especialmente importante para os lideres. De acordo com especialista, se um profissional não consegue ter foco, acaba não compreendendo as informações que chegam até ele e toma decisões ruins, perdendo confiança da equipe.   Para melhorar a concentração, de acordo com Goleman, é necessário trabalho diário, como é feito por corpo físico nas academias.  Ele sugere meditação, ioga ou momentos de relaxamentos físico também trazem bons frutos.

As chamadas “Soft Skills”, para ele, são ainda mais importantes em períodos de turbulência econômica. Além de ser crucial que lideres tomem decisões corretas e evitem consequências ainda piores em seus negócios, é durante uma crise que as relações humanas se tornam mais importantes.

Esse artigo foi escrito com base no recente artigo publicado no Valor Econômico, escrito pela Leticia Arcoverde.

Uma excelente semana e até a próxima coluna!

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